Data Da Fundação Do Partido
Angolanas e Angolanos, Caros compatriotas.
A UNITA comemora hoje, o seu 59º aniversário. Nesta ocasião, rende a sua mais profunda homenagem, aos conjurados do Movimento do 13 de Março, uma homenagem especial ao Presidente Fundador, Dr. Jonas Malheiro Savimbi e a todos os nacionalistas, que sob a Bandeira da UNITA deram o melhor de si, incluindo as suas próprias vidas pela pátria angolana.
A UNITA foi fundada por patriotas e nacionalistas angolanos que decidiram participar na luta de emancipação dos povos do continente africano e despertá-los da longa noite do colonialismo.
A UNITA é um projecto político que nasceu e cresceu sob signo da unidade do território, da unidade do Estado e de unidade de propósito.
A UNITA é uma união de povos, de aspirações e de culturas, uma frente unida em torno de um desafio secular de conquistar a liberdade, da cidadania, da dignidade do angolano, para a edificação de um Estado Nação onde caibam todos os seus filhos.
Sopravam forte os ventos da independência no continente africano nas décadas dos anos 50 e 60 do século passado. Angola não podia ficar indiferente ante esses ventos libertadores. Várias foram as iniciativas de luta, encetadas por patriotas e nacionalistas angolanos, porém isoladas e descoordenadas.
Jonas Savimbi cedo entendeu a necessidade de diálogo e concertação para a criação de uma plataforma comum de luta contra a potência colonizadora.
Desdobrou-se para contactos com as figuras de referência nacional, nomeadamente Agostinho Neto e Holden Roberto, na altura líderes dos movimentos pré existentes. Esses porém, optaram por uma filosofia de luta, que os distanciava das largas massas populares e de soldados, preferindo conduzir o combate anti colonial a partir das suas bases no exterior do Pais.
Esgotadas as possibilidades de entendimento entre as forças patrióticas e nacionalistas de então, Jonas Savimbi criou a UNITA, porque queria definir uma filosofia de luta completamente diferente e se revelou eficiente:
Era sua convicção de que o poder colonial português nunca daria a independência aos angolanos se esses não optassem pela luta armada.
Foi assim adotada uma postura de liderança de proximidade, trazendo para o interior do país os dirigentes cofundadores da UNITA, o que permitiu partilhar com o povo e com o soldado o sofrimento e as dificuldades próprias da luta, os momentos de esperança e os momentos de desilusão, reforçando a unidade e a coesão do então movimento de libertação.
Tornou-se desse modo um princípio de conduta da UNITA, que vigora até os dias de hoje nos seus estatutos: Manter a Direcção do partido, no interior do país em contacto com as massas populares, de membros e de militantes, como foi com massas de soldados no contexto da guerra.
Ao longo dos anos, a UNITA definiu-se e afirmou-se como uma realidade social e política que tem na dignidade da pessoa humana e do angolano em particular, a razão e o fim da sua acção política e institucional.
Na prossecução do seu programa e objectivos, a União Nacional para Independência Total de Angola, rege-se pelos ideais de Muangai, estabelecidos na sua fundação, nomeadamente:
1. Liberdade e Independência Total para os Homens e para a Pátria-Mãe;
2. Democracia assegurada pelo voto do povo através de vários partidos políticos;
3. Soberania expressa e impregnada na vontade do povo de ter amigos e aliados primando sempre pelos interesses dos angolanos;
4. Igualdade de todos os angolanos na pátria do seu nascimento;
5. Na busca de soluções económicas, priorizar o campo para beneficiar a cidade.
Sob liderança do Dr. Jonas Savimbi, a UNITA contribuiu quantitativa e qualitativamente, para a conquista da Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975, resistiu ao expansionismo e neocolonialismo russo-cubano. Liderou a luta pela edificação do Estado Democrático de Direito institucionalizado em 1991.
Pelos factos, acima referidos e no momento em que Angola completa 50 anos desde o alcance da sua independência, a UNITA rejeita e condena qualquer política de descriminação e exclusão de autores da independência, protagonizada pelo partido no poder.
Caros compatriotas!
Para vencer e escorraçar o colonialismo em Angola vários foram os filhos desta Pátria que se notabilizaram a exemplo de Ngola Kiluange, Rainha Ginga Mbandi, Ekwikwi, Mutuyakevela, Kapalandanda, Ndunduma, Kimpa Vita, Mwatchiyava, Padre Cónego das Neves, os Barões Puna, os anónimos da baixa de Kassanje do 4 de Fevereiro em Luanda, do 15 de Março na Fazenda Primavera, no Uige, do 25 de Dezembro em Vila Teixeira de Sousa e outros tantos.
Foi porém, à FNLA, ao MPLA e à UNITA, através dos seus líderes, Álvaro Holden Roberto, António Agostinho Neto e Jonas Malheiro Savimbi, respetivamente a quem o regime colonial português depositou os destinos dos povos daquela que viria ser a República de Angola.
Em Cinquenta anos de Independência e 23 de Paz, os angolanos esperavam uma país reconciliado e irmanado, reconstruído e em desenvolvimento. Esta não é a ainda uma realidade tangível em Angola.
Pois a pobreza e a fome; a falta de medicamentos nos hospitais públicos, a elevada taxa de mortalidade, o mau atendimento dos servidores públicos, as crianças fora do sistema de ensino, os maltratos nas áreas de exploração diamantífera; os assassinatos e torturas de cidadãos que buscam sobrevivência nas suas lavras; o estado precário ou inexistência de vias de comunicação entre as cidades capitais das províncias, os municípios e outras comunidades; a falta de empregado para a juventude, letrada e iletrada; os altos preços dos produtos básicos; a falta de Bilhete de Identidade para uma parte significativa de cidadãos nacionais com idade eleitoral; a perseguição dos opositores políticos; a instrumentalização da justiça pelo partido no poder; entre outros elementos, justificam os altos níveis insatisfação e rejeição ao Governo de João Lourenço, assim como as manifestações populares pelo desejo da alternância e mudança democrática do regime.
A UNITA continua a ser a esperança dos angolanos e está comprometida em garantir a alternância democrática em 2027, no respeito escrupuloso da vontade do povo e a promoção de uma governação que impacte cada povo, cada família e cada filho desta Angola imensa!
A UNITA reafirma a sua determinação em unir os seus esforços aos da sociedade angolana para a institucionalização das autarquias locais o mais brevemente possível, pois Angola merecem um melhor Estado, mais cidadania e menos partidocracia.
Angola merece sim um Estado Democrático de Direito, de justiça social, desenvolvido e moderno; uma Pátria unida, verdadeiramente reconciliada e próspera, uma pátria livre do medo, da fome, da pobreza, da corrupção e do obscurantismo. Esse é o país dos nossos sonhos. Dos sonhos de Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Savimbi. É o País que a UNITA se propõe realizar, com a participação de todos os angolanos: ricos ou pobres, de todas as raças, de todas as tribos, de todas as convicções religiosas, de todas as opções político-partidárias.
Compatriotas angolanos!
Neste dia histórico, a UNITA reitera a sua exigência ao Executivo angolano à conclusão do processo de inserção, reforma e pensão dos ex-combatentes das ex FAPLA, ex LNA, ex FALA, ex FLEC. Um Estado sério e justo nunca ignora aqueles que ontem doaram-se de corpo e alma para a conquista da independência e da paz que se vive. Maltratar ou Ignorar os nossos heróis e mártires, mortos ou vivos, conhecidos ou anónimos é uma injustiça permanente para a história.
Felicita todas mulheres do mundo e angolanas em particular por mais um Março à si dedicado e encoraja-as a continuarem a lutar pela igualdade do género.
Solidariza-se com as famílias das vítimas da cólera que afectam o país nos últimos meses e exige do Executivo medidas emergenciais e eficazes no combate contra este mal que já vitimou mais de 200 pessoas em todo o país.
UNITA manifesta total e incondicional apoio ao seu Presidente do Engº Adalberto Costa Júnior, cerra fileiras e exprime-lhe toda a sua solidariedade ante a devassa pública do seu bom nome por agentes do regime. Encoraja-o a prosseguir no caminho da mobilização nacional para a alternância democrática, na construção de pontes para o Diálogo que os angolanos tanto carecem para reconciliarem e colocarem o país na rota do desenvolvimento.
A UNITA saúda a realização da Conferência Internacional da PAD – Plataphorm for African Democrtats, realizada na província de Benguela, no dia 14 de Março corrente. Lamenta os incidentes protocolares e diplomáticos verificados em Luanda, resultantes da Arrogância do Executivo Angolano. Reitera por isso o seu pedido de desculpas, aos ilustres delegados e convidados, em nome do acolhedor povo Angolano.
Companheiros, membros e militantes da UNITA! Povo Angolano!
Como disse Jonas Savimbi que dizia: “Continuemos a andar, pois parar é morrer. Continuemos a andar. Acautelar o futuro e continuar a andar, se pararmos morremos.”
O futuro pertence-nos e juntos podemos operar as mudanças políticas, económicas e sociais que Angola precisa.
Bem-haja o13 de Março! Bem-haja a UNITA!
UNITA – urra!!
Unidos Venceremos
Benguela, 15 de Março de 2025.
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA