O Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA, no quadro das suas responsabilidades históricas e políticas, declara-se neste Dia da Mulher Africana solidário com todas as mulheres do continente e, em particular, com a mulher angolana, que carrega há décadas o peso da pobreza, da exclusão e da injustiça social, frequentemente silenciada pelos próprios governantes.
Neste dia de reflexão e resistência, somos atravessadas pela dor colectiva de um povo que chora. Um dia após testemunharmos cenas brutais de repressão contra cidadãos indefesos, entre os quais uma mãe abatida diante do seu filho adolescente, faltam-nos palavras para consolar as famílias enlutadas. Mas, mesmo em lágrimas, aprendemos a enxugar as lágrimas. E, com o rosto firme, entoamos o hino da resistência contra toda forma de opressão.
A LIMA posiciona-se claramente em defesa das famílias angolanas, com um destaque especial à mulher rural, que continua a ser pilar invisível da sobrevivência