UNIÃO NACIONAL PARA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA

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ANGOLA: A HISTÓRIA QUE AINDA FALTA ESCREVER

Sabiam que em 11 de Novembro de 1975, enquanto em Luanda se proclamava a República Popular de Angola, no Huambo nascia a ideia da República Democrática de Angola e, mais ao sul, em Sá da Bandeira, hoje Lubango, (ou Luvango?) era hasteada a bandeira portuguesa com a proclamação da chamada República Portuguesa em África, liderada pelo ELP, o Exército de Libertação de Portugal?
Pois bem, tudo isso aconteceu de facto.
Os promotores da denominada República Portuguesa em África eram, sobretudo, grupos de extrema direita portuguesa, antigos dirigentes do Estado Novo, muitos dos quais da PIDE e membros das Forças Armadas portuguesas, grupo criado em 1975, considerando-se traídos pelos militares “abrilistas”, protagonistas do golpe de Estado de 25 de Abril em Portugal. Na sua visão, abandonar Angola, um território de enormes potencialidades económicas e estratégicas, representava uma cedência inaceitável e traição à Pátria.
O projecto inspirava-se, em certa medida, no modelo da então Rodésia do Sul, hoje Zimbabwe: uma declaração unilateral de independência sustentada e apoiada também África do Sul do apartheid.
Perante essa movimentação reaccionária, a UNITA foi chamada a desembarcar tropas na Huíla com o objectivo de neutralizar as forças do ELP e os seus aliados, empurrando-os em direcção à fronteira da Namíbia.
A verdade é que a história do nosso país continua, em muitos aspectos, por escrever. Há episódios inteiros da nossa trajectória colectiva que permanecem pouco conhecidos, insuficientemente estudados ou deliberadamente silenciados. Conhecer essas páginas é fundamental para compreender a complexidade do nascimento do Estado angolano e as múltiplas forças que disputavam o seu destino naquele período decisivo.

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