A direção da UNITA apresentou nesta terça-feira, 18 de Agosto de 2026, em conferência de imprensa em Luanda, a verdade dos factos ocorridos no dia 8 de agosto do corrente ano na província do Uíge em que onde a polícia nacional ataque militantes da UNITA e população em geral, e inviabilizado o acto central das comemorações do 3 de agosto data natalícia do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi.
A Vice-Presidente da UNITA, Alerte Chimbinda, que dirigiu o encontro decorrido na sede do Grupo Parlamentar da UNITA, esclareceu que, a polícia atacou militantes da unita, ferindo-os com armas de fogo em plena luz do dia,
Segundo Arlete Chimbinda, o MPLA, num claro sentido de sabotagem, ocupou praticamente todos os espaços da cidade do Uíge e das zonas periféricas, nomeadamente nos municípios adjacentes às vias por onde passariam as delegações da UNITA, começando por Vista Alegre, Quitexi e outras localidades.
“O MPLA hasteou as suas bandeiras como se estivéssemos em plena época de campanha eleitoral. Tratou-se de uma evidente intoxicação visual e de um acto provocador, destinado a confundir a população, perturbar o ambiente e sabotar a agenda da UNITA”, afirmou a Vice-Presidente da UNITA.
De acordo com Arlete Chimbinda, ainda assim, a UNITA não promoveu qualquer contestação a estas provocações. No dia 8 de agosto de 2026, deliberadamente, a polícia atacou aquilo que acreditávamos ser o mais elementar exercício da democracia.
Segundo a intervenção da Vice-presidente, a polícia atacou a UNITA e a sua agenda de realização de um comício público, previamente comunicado às autoridades locais e, acima de tudo, legalmente reconhecida e protegida pela Constituição da República de Angola e pela lei dos partidos políticos.
“A polícia atacou militantes da UNITA, ferindo-os com armas de fogo em plena luz do dia”.
“Na sequência, violou também a sede do partido, invadindo as suas instalações e profanando documentos, símbolos e outros bens da UNITA, sem que esta tivesse provocado qualquer confronto ou ato de violência”.
Para a Vice-Presidente, se tratou de um ataque deliberado, premeditado e coordenado, porque enquanto a Polícia Nacional bloqueava ruas, impedia o acesso aos mercados, incluindo os informais, e ordenava o encerramento de atividades comerciais, a mesma polícia permitia que o MPLA continuasse livremente a espalhar as suas bandeiras pelas ruas e que os seus jovens se desdobrassem em actos de provocação.
“Ainda no âmbito dessa provocação, o MPLA realizou atividades com música, inclusive no interior dos hotéis onde se encontrava hospedada grande parte das delegações da UNITA Reunimos provas de todos esses fatos”.
“O mesmo sucedeu nas principais avenidas, incluindo no largo situado em frente ao próprio Governo Prudencial, Luís. A caravana da UNITA foi desviada pela polícia sob o argumento de que não poderia passar em frente ao Governo Provincial”.
A Vice-Presidente da UNITA para a Área Política, realçou também que, ao mesmo tempo, e paradoxalmente, os militantes do MPLA organizavam precisamente em frente ao Governo Provincial, uma marcha com motorizadas, miniaturas e bandeiras.



