No artigo tornado público esta terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, com o título: “Soberania em risco: o Cancro da dívida Pública”, o responsável da UNITA considerou o serviço de dívida pública do país como sendo um fardo que se lega para as futuras gerações, defendendo que, só na actual Legislatura são 58% da Dívida Pública, por pagar, num total de 75,6 mil milhões.
O líder da UNITA afirmou que, o Serviço da Dívida Pública é um grande fardo que se lega para as futuras gerações. De 2002 a 2022, Angola contraiu, em 23 anos, um total de 237.992.680.289 (duzentos e trinta e sete mil milhões, novecentos e noventa e dois milhões seiscentos e oitenta mil e duzentos e oitenta e nove) dólares de Dívida Pública, sendo: 130,7 mil milhões de Dívida Interna e 105,6 mil milhões de Dívida Externa.
“Só na actual Legislatura são 58% da Dívida Pública, por pagar, num total de 75,6 mil milhões, a Interna, e 65,5 mil milhões, a Externa, acrescida de 997 milhões de outras dívidas”, afirmou o responsável partidário.
Para o líder da UNITA, as operações da Dívida Pública são os juros, mais as amortizações da Dívida.
“Esta percentagem agora em pagamento não foi totalmente contraída pelo actual Governo, o que nos alerta para o facto de que vai sobrar para o próximo Governo a responsabilidade do pagamento de dívidas que estão a ser contraídas agora (o que não é nada correcto)”.
“O Serviço da Dívida Pública está a consumir mais de 50% do OGE, apesar de que os fins da sua contratação não tenham sido atingidos na abrangência, qualidade ou durabilidade desejadas”, disse o Presidente da UNITA, apontando igualmente que, o Governo é célere no pagamento da Dívida Externa, mas muito lento no pagamento da dívida aos empresários, seus credores, que operam no mercado interno (nacionais e estrangeiros).
O líder da UNITA revelou que, grande parte da Dívida Pública pode não ser legítima.