O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, procedeu nesta sexta-feira, 31 de Janeiro de 2025, no Miramar, em Luanda, os cumprimentos de início do ano, na presença do corpo diplomático, partidos políticos e membros da sociedade civil e membros da Frente Patriótica Unida – FPU.
Na ocasião, o responsável do maior partido na oposição considerou o mês de Janeiro, ter sido fértil em acontecimentos que convocam para a busca de sinergias para os vários problemas que ainda afectam o país e os angolanos, tendo defendido a participação de todos os angolanos para a solução dos problemas que afetam o país.
Para o líder da UNITA, este encontro tem lugar no último dia de Janeiro, fértil em acontecimentos que nos convocam exactamente para a busca de sinergias colectivas capazes de encontrar soluções para os problemas que nos afectam, nomeadamente para a fome, para a educação para todos, para a saúde para todos, e hoje com ênfase para o surto da cólera, para o acesso da água para todos, para o diálogo institucional construtivo, para o fortalecimentos da unidade nacional, para a inversão do constante abaixamento e perda do valor Kwanza, o qual o responsável partidário classifica como perturbador da estabilidade das famílias e das empresas.
De acordo com o responsável da UNITA, este mês de Janeiro também nos apela a premência do fortalecimento das instituições, nomeadamente a urgente recuperação do papel central da Assembleia Nacional, colocada ao serviço da Nação, fiscalizando e reformando, buscando consensos, que para o líder da UNITA, infelizmente andam esquecidos.
“Janeiro também nos mostrou quão urgente é a recuperação do edifício judicial, todo ele, porque um país sem justiça não é um país com futuro”.
Para o líder partidário, Janeiro mostrou aos angolanos os perigos do crescimento da instabilidade na região Austral, também na região Central, resultando uns da desgastada fórmula da preservação do poder a qualquer preço, sem legitimidade do voto do soberano; outros, resultante da exploração dos recursos minerais raros e de uma nova estratégia que, como afirmou, se define todos os dias nos últimos tempos.
O Presidente da UNITA defendeu sansões aos países que se mantêm no poder, violando a vontade do povo, apresentando como exemplos práticos a Venezuela e Moçambique.
“As Nações Unidas e as Sedes do Direito Internacional, devem reflectir, com especial atenção também para os golpes institucionais, que se estão a tornar prática comum em Africa e não só”, disse Adalberto Costa Júnior, apontando para Venezuela e Moçambique como os mais recentes casos, que para líder da UNITA, nos dois casos, governos ilegítimos tomaram posse, perante silêncio comprometido de quem observou a manipulação grosseira das eleições, esperando que, “procedimentos recebam da comunidade internacional, nomeadamente daqueles que representam efectivamente países democráticos, sansões e não reconhecimento dos governos saídos de eleições não democráticas e não transparentes”.
Para o responsável político, “os golpes institucionais causam os mesmos efeitos dos golpes militares, quase sempre causam mortes, instabilidade, danos económicos e incertezas. Os outros também causam mortes, muitas vezes não declaradas, instabilidades, retrocesso económico e igualmente incertezas. Todos eles são agressões à ordem constitucional”.
Durante a sua intervenção, o Presidente da UNITA exortou que, perante a multiplicidade e a dimensão dos desafios, nós todos somos convocados a intervir, a sociedade e todos os seus quadros devem participar no desafio de todos juntos buscarmos soluções para os diferenciados quadrantes, fiscalizando e pressionando para uma governação responsável e transparente, exigindo bons serviços, da parte de todos os servidores públicos.
Adalberto Costa Júnior apontou a má governação, a recusa em efectuar reformas, a elevada corrupção e a falta de vontade política como as grandes causas das dificuldades e desafios que o país ainda hoje vive, há 50 anos da independência.